sábado, 30 de novembro de 2013

Estudante do Colégio Estadual Monte Alverne de Santa Cruz do Sul da rede estadual de educação, participou da IX Jornada Espacial





O estudante William Lagasse, do Colégio Estadual Monte Alverne, de Santa Cruz do Sul, foi medalha de Ouro na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica OBA 2013 e como premiação participou da IX Jornada Espacial, em São José dos Campos – SP, realizada este mês.  


Professora Catiana Niedermayer, Astronauta Marcos Pontes e
 o aluno William Lagasse no evento da IX Jornada Espacial
em São José dos Campos
 Na oportunidade, William participou de palestras com especialistas da área da ciência espacial, como o astronauta brasileiro, Marcos Pontes, e pôde conhecer locais como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE. “Foi uma experiência incrível. Conheci o local onde são feitos os testes com satélites, por exemplo. Também tive sorte e fui um dos oito alunos sorteados para conhecer pessoalmente todas as estruturas, entrando dentro das salas e vendo tudo bem de perto. 
Outra coisa que tornou a Jornada ainda mais especial é ter a experiência de conhecer outros alunos, dos diversos estados do Brasil. Fiz muitas amizades e me diverti bastante”.
William Lagasse com o professor
 Coordenador  da OBA da UFRJ

Jornada Espacial

A Jornada Espacial é um evento realizado anualmente pelo Programa AEB Escola, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e, a partir deste ano, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) no Rio Grande do Norte (RN). Tem como principal objetivo premiar os alunos selecionados pela OBA!, como forma de apresentar os conhecimentos desenvolvidos pelas ciências espaciais e estimular o interesse e a vocação para este setor. Quanto aos professores, o intuito é de formar multiplicadores de tais conhecimentos, para que os apliquem em sala de aula e incentivem cada vez mais seus alunos a se interessarem por estes conteúdos.

Foto com todos os participantes da IX Jornada Espacial
em São José dos Campos SP

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Entrega de Certificados de participação na XIV OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) de 2011 no CEMA.

Notícia no Diário Regional de Santa Cruz do Sul em 
12/11/2011.


Aluno William Lagasse do 1ºB recebeu o certificado e a medalha de prata da OBA 2011.

O aluno João Miguel Rabuske fez a prova do nível IV e recebeu a medalha de participação na OBA 2011.

A aluna Greyci Reis do 1ºB recebeu o certificado de participação na OBA 2011.

O aluno Elói Mayer do 2º A recebeu o certificado de participação na OBA 2011.

Os alunos da 8ªb receberam o certificado de participação na OBA 2011.

Os alunos da 6ªB receberam o certificado de participação na OBA 2011.

Alunos do 3º ano do Ensino Fundamental receberam o certificado de participação na OBA2011.

Alunos do 4º ano do Ensino Fundamental receberam o certificado de participação na OBA 2011.

Alunos do 5º ano do Ensino Fundamental receberam o certificado de participação na OBA 2011.

Alunos da 5ª série do Ensino Fundamental receberam o certificado de participação na OBA 2011.

Alunos da 8ª A do Ensino Fundamental receberam o certificado de participação na OBA 2011.


Entregamos 170 CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO  para os alunos do  CEMA (Colégio Estadual Monte Alverne) que realizaram a prova da  OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica em 13 de maio de 2011. O aluno WILLIAM LAGASSE  recebeu a medalha de PRATA e o aluno ALEX GLIER a medalha de BRONZE.
Todos os alunos receberam o certificado de participação.
A escola recebeu uma LUNETA e outros materiais didáticos por ter participado da OBA.

"O conhecimento sobre o céu sempre fez parte da curiosidade humana. Satisfazer essa curiosidade foi um estímulo muito grande para desenvolver outras ciências como a Física e a Matemática. Esse estimulo serve de motivação para que muitas crianças encontrem o caminho do estudo das Ciências Naturais, pois são raras as pessoas que não ficam encantadas quando são estimuladas a observar o céu".

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A CONQUISTA DO ESPAÇO

           Muitas razões levam as pessoas a explorarem lugares que estão fora do alcance dos olhos e que mexem profundamente com a sua imaginação. Vontades assim deram origem a uma das maiores aventuras da humanidade: a conquista do espaço. O homem chegou à Lua em 20 de julho de 1969, uma tarefa de incomparável dificuldade e complexidade. Foi necessária a criação da tecnologia para se construir e lançar foguetes tripulados e de preparar emocionalmente os astronautas que viajaram rumo ao desconhecido. Viver no espaço é muito diferente do que viver na Terra. No espaço, nada possui peso e não há ar.
            Decidimos pesquisar sobre este assunto porque temos interesse em conhecer a trajetória de evolução das pesquisas espaciais a nível mundial e a nível brasileiro.
            Temos como objetivo citar as principais missões espaciais realizadas pela humanidade, verificar as ações da Agência Espacial Brasileira (AEB), demonstrar a importância da exploração espacial e entrevistar profissionais ligados à área espacial brasileira.

Projeto: A conquista do espaço
João Miguel Rabuske
William Lagasse
1° Ano B / Ensino Médio
Prof.ª  Orientadora: Marcia Helena Hister Rabuske
Monte Alverne, agosto de 2011

Análise de dados

Após as entrevistas realizadas obtivemos as seguintes respostas:
1.      Em que ritmo está às pesquisas espaciais brasileiras?
Segundo José Bezerra Pessoa Filho, o ritmo das pesquisas espaciais brasileiras está aquém daquilo que se julga necessário para um país com as dimensões e perspectivas do Brasil, mas, aparentemente, dentro da realidade brasileira, na qual há uma quantidade de demandas muito superior àquilo que o Governo consegue responder, quer por limitação de recursos financeiros, quer por limitação de organização e visão de longo prazo. Este ano, em agosto, o Programa Espacial Brasileiro completará meio século, isso mesmo, 50 anos.  Tivemos vários avanços, dentre os quais destaco:
a)      Formação de duas gerações de técnicos especializados;
b)      Instituições reconhecidas no Brasil e no exterior: INPE e IAE;
c)      Obtenção de infraestrutura  laboratorial;
d)      Dois centros de lançamento de foguetes: CLBI e CLA;
e)      Participação da comunidade científica nacional, ainda que limitada;
f)       Cursos de graduação e pós-graduação;
g)      Retorno à sociedade em serviços:  meteorologia, vôos em microgravidade, sensoriamento remoto; e climatologia;
h)     Estratégico em termos da Defesa Nacional (END).
Conforme Petrônio Noronha de Souza, no INPE hoje está nas fases finais de desenvolvimento do satélite CBERS-3, a ser montado na China em 2012 para posterior lançamento naquele mesmo país. Também está sendo desenvolvido um outro satélite de sensoriamento remoto denominado Amazônia-1. Este satélite é baseado em uma plataforma de uso comum, que será utilizado em outros satélites de mesmo porte.
 No DCTA, que pertence ao Comando da Aeronáutica, está sendo desenvolvido do veículo lançador de satélites (VLS), assim com foguetes de sondagem para lançamentos sub-orbitais. Eles também são responsáveis pela manutenção e desenvolvimento do Centro de Lançamentos de Alcântara, que fica no Maranhão.
Segundo o referencial teórico, a AEB liberou muitos recursos nos últimos anos para pesquisas espaciais no Brasil. Além disso, ela está aprovando vários programas e projetos aeroespaciais brasileiros.
                  
2.      No momento, no que estão se concentrando as atividades da Agência Espacial Brasileira (AEB)?
De acordo com José Bezerra Pessoa Filho, a AEB possui alguns programas interessantes que visam à participação da sociedade brasileira.  Um deles é o Programa AEB Escola que objetiva levar às salas de aula das escolas de Ensino Fundamental e Ensino Médio a temática espacial. Há também o Programa Microgravidade, que visa envolver centros de pesquisas e universidades brasileiras no Programa Espacial Brasileiro.  Tal é feito a partir de veículos sub-orbitais (foguetes) desenvolvidos pelo IAE.  O último deles voou em dezembro e levou a bordo um experimento desenvolvido por professores e alunos da Rede Municipal de Ensino de São José dos Campos, onde estão localizados o IAE e o INPE.  Há ainda o Programa Uniespaço que visa à participação e universidades e centros de pesquisas nacionais em atividades de interesse do IAE e INPE.    A AEB ainda coordena um projeto denominado ITASAT.  Trata-se do projeto e desenvolvimento de um satélite universitário desenvolvido por alunos do ITA e outras universidades.
Conforme Petrônio Noronha de Souza a AEB é a organização coordenadora do Programa Espacial Brasileiro, e também é responsável pelos repasses dos recursos para o INPE e IAE. Além disso, há projetos e programas do qual ela cuida diretamente, como é o da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), formada pelo Brasil e Ucrânia para o desenvolvimento de um lançador e uma base de lançamentos no Maranhão. Outros programas coordenados por ela são o Microgravidade, Uniespaço e AEB Escola.
De acordo com nossas pesquisas, a AEB está disponibilizando recursos para pesquisas espaciais, desenvolvimento e construção de foguetes e satélites.

3.      Qual foi o foguete mais potente lançado em Alcântara e qual o seu destino?
Segundo ambos os entrevistados, o foguete mais potente lançado do CLA foi o VLS-1.  Houve um lançamento em 1997 e outro em 1999.  No primeiro lançamento um dos propulsores do primeiro estágio não funcionou e o foguete partiu-se no ar.  No segundo vôo, 1999, os propulsores do primeiro estágio funcionaram devidamente, mas houve explosão do motor do segundo estágio, no momento da sua ignição, ocorrida aos 55 segundos de vôo.  Haveria uma terceira tentativa em 2003, mas houve a ignição intempestiva de um dos propulsores do primeiro estágio e foi tudo pelos ares, incluindo a plataforma. 
As respostas conferem com nosso referencial teórico.

4.      Para o mundo, qual é a importância dos avanços tecnológicos espaciais?
Conforme ambos os entrevistados, com o avanço das tecnologias espaciais, nota-se cada vez mais a sua importância, pois além de comunicação (TV, rádio, Internet, Telefonia, transmissão de dados) os satélites são utilizados nas áreas de Meteorologia, GPS, Sensoriamento Remoto e Espionagem (é possível do espaço fotografar uma bola de futebol). Não é possível imaginar o mundo atual sem os satélites. 
As respostas conferem com nosso referencial teórico.

5.      Há a possibilidade, em curto prazo, de um astronauta brasileiro participar de uma missão espacial?
Ambos entrevistados responderam que não, pois Marcos Pontes é o único astronauta brasileiro, que foi para o espaço em 2006, e não há ninguém em treinamento.
Conforme nosso referencial teórico a Missão Centenário nasceu de um acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos) em 18 de outubro de 2005. O principal objetivo deste tratado seria enviar o primeiro brasileiro ao espaço, o tenente coronel aviador Marcos Pontes.

6.      Qual é o principal centro brasileiro de construção e aperfeiçoamento de foguetes e naves espaciais?
            Ambos entrevistados afirmaram que quem faz o desenvolvimento de satélites e suas aplicações, é o INPE. Para foguetes, é o IAE, órgão do DCTA, também localizado em São José dos Campos.
As respostas conferem com nosso referencial teórico.

7.      Como podemos ter certeza de que o homem já pisou em solo lunar?
De acordo com José Bezerra Pessoa Filho, as provas são inúmeras: fotos, filmagens, sensores deixados na Lua que até hoje funcionam, pedaços de rochas lunares, a Física, a Matemática e, finalmente, a História. 
Segundo Petrônio Noronha de Souza o Programa Apollo, desenvolvido pela NASA nos anos 60, envolvem aproximadamente 400.000 homens e mulheres em centenas de organizações espalhadas pelos Estados Unidos. Se o homem não tivesse de fato ido até a Lua, nós teríamos o testemunho de milhares de pessoas denunciado a fraude, e isto nunca aconteceu.

Delineamento da pesquisa

Para a realização deste projeto, pesquisamos em livros, jornais, revistas, enciclopédias e na internet. Além de ter uma hora semanal de pesquisa na biblioteca Monteiro Lobato do Colégio Estadual Monte Alverne, também fomos à Biblioteca Central da UNISC, onde pesquisamos uma tarde para enriquecer o trabalho.
A fim de complementar o conteúdo pesquisado, entrevistamos dois profissionais especializado na área de astronáutica. As entrevistas foram realizadas com José Bezerra Pessoa Filho, que é engenheiro e trabalho no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos, e Petrônio Noronha de Souza, chefe do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Para eles fizemos os seguintes questionamentos:
  1. Em que ritmo estão as pesquisas espaciais brasileiras?
  2. No momento, no que estão se concentrando as atividades da Agência Espacial Brasileira (AEB)?
  3. Qual foi o foguete mais potente lançado em Alcântara e qual o seu destino?
  4. Para o mundo, qual é a importância dos avanços tecnológicos espaciais?
  5. Há a possibilidade, em curto prazo, de um astronauta brasileiro participar de uma missão espacial?
  6. Qual é o principal centro brasileiro de construção e aperfeiçoamento de foguetes e naves espaciais?
  7. Como podemos ter certeza de que o homem já pisou em solo lunar?

 Projeto: A conquista do espaço
João Miguel Rabuske
William Lagasse
1° Ano B / Ensino Médio/2011
Prof.ª Orientadora:  Marcia Helena Hister Rabuske